terça-feira, 22 de novembro de 2011

Crime sexual praticado por menor causa muita polêmica na frança

A morte brutal de uma menina de 13 anos, atribuída a um jovem de 17, está abrindo um debate sobre o tratamento dispensado a menores pelo sistema judicial da França.
Na última sexta-feira, após dois dias de buscas, a polícia de Chambon-sur-Lignon, a 120 km ao sul de Lyon, encontrou o corpo de Agnès, 13, que havia sido estuprada e teve o corpo incendiado.
O acusado pelo crime, identificado como Mathieu M., era seu colega de escola e havia sido condenado, em 2010, em outro caso de estupro. Passara quatro meses na cadeia e estava em liberdade condicional sob supervisão judicial.
A escola de ambos diz que sabia que o menino havia tido problemas com a Justiça, mas alega que desconhecia a natureza das acusações.
"Se soubesse, não teria aceitado (Mathieu) em nosso estabelecimento, porque não estamos equipados (para lidar com ele)", disse o diretor da escola, Philippe Bauwens à rádio RTL.
Mas a escola está sendo duramente criticada pelos pais de Agnès. A mãe da menina, Paola Marin, disse à rádio Europe 1 que sua filha não teria morrido "se houvesse havido um pouco menos de negligência" por parte da instituição.
'DISFUNÇÃO'
Após uma reunião emergencial de gabinete na segunda-feira, o ministro do Interior da França, Claude Gueant, disse à emissora de TV TF1 que houve uma "disfunção" no andamento do caso e que uma reforma no tratamento de menores pelo sistema judicial será "prioridade" após as eleições, no ano que vem.
O premiê François Fillon afirmou que, em casos de acusações sérias contra um menor, este deveria ser colocado em "um centro educacional seguro".
Ele também pleiteou que, a partir de agora, o governo tenha a certeza de que os diretores de escola estejam corretamente informados sobre casos judiciais envolvendo seus alunos.
Segundo relatos da imprensa francesa, Mathieu havia sido acusado de estupro de uma amiga de infância e, após quatro meses na cadeia, a Justiça havia determinado que ele não apresentava mais perigo à sociedade.
Considerado um bom aluno, ele conseguiu uma vaga no colégio Cevenol International, onde tinha Agnès como colega. Ela desapareceu na última quarta-feira, e seu corpo foi encontrado em um bosque nos arredores da escola. Segundo a polícia, Mathieu confessou o crime.
O colégio atribuiu a tragédia a falhas no sistema judicial. O promotor Jean-Ives Coquillat, por sua vez, defendeu-se dizendo que o sistema fez a sua parte, libertando Mathieu apenas sob a condição de que ele fosse tratado por um psiquiatra e fosse acompanhado por um psicólogo na escola, relata a agência Reuters.
Postado por prof: Gilvan (fonte: BBC BRASIL)

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