terça-feira, 22 de novembro de 2011

Em Belém, população hostiliza movimento pró-divisão do Pará


No domingo, a cidade de Belém foi palco de carreatas e manifestações contrárias e favoráveis à divisão do Pará em outros dois Estados: Carajás e Tapajós. A mobilização foi a primeira carreata do movimento pró-divisão e, segundo reportagem da Folha.com, diversos moradores da capital, portando bandeiras do Estado e material contra a cisma, vaiaram o movimento pró-cisão.
No próximo dia 11, o Pará vai às urnas votar se deseja a criação de mais outros dois Estados a partir de seu território: Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste).

Governador se posiciona

Contrário à divisão, o governador do Estado, Simão Jatene (PSDB), em artigo publicado nos jornais Diário do Pará e O Liberal, manifestou preocupação com a crescente rivalidade entre os paraenses: “Não posso aceitar que a luta pela divisão do território se transforme em divisão do nosso povo”, diz.
Com críticas à proposta de divisão, Jatene argumenta que a questão em “pauta não foi fruto de qualquer estudo prévio que procurasse definir o perfil de cada novo Estado. Quais os municípios que deveriam integrar esse ou aquele Estado para que se tivesse um melhor equilíbrio econômico, social e político, para que o povo fosse efetivamente beneficiado. Não, a população em todo esse processo, lamentavelmente, não teve seus interesses considerados. Foi apenas ‘um detalhe’. ‘Detalhe’ que, agora, tem a responsabilidade de decidir diante de um ‘prato feito’, sem poder mudar mais nada”.
Ele ressaltou ainda “preocupação diante dos rumos da campanha, particularmente na televisão, onde salta aos olhos que o ‘vale tudo’ está em marcha” em uma tentativa de “destruir a autoestima do paraense e mostrar, como alternativa, que a simples divisão, automaticamente, trará ganhos financeiros aos três estados”.

Para PCdoB integração para superar cisma

O comitê estadual do PCdoB também se posicionou contrário à divisão do estado. De acordo com o comitê, “o que está em pauta nesse debate é a falta de políticas publicas e o abandono histórico do povo. Essa ausência é sentida pela população de todas as regiões do Pará. Outro ponto são as motivações das elites locais que desejam colocar as riquezas do Pará a seus serviços”.
Para os comunistas paraenses, os problemas do Estado passam pela “falta de um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil com valorização do trabalho, inclusão social e integração regional”. Eles ressaltam também o caráter nacional e integracionista da solução dos problemas regionais: “queremos debater qual é o papel do Pará e da Amazônia no processo de desenvolvimento do Brasil. Portanto essa discussão tem conotação nacional, pois abre uma grande movimentação sobre a divisão do território brasileiro”.

Pesquisa

Segundo pesquisa Datafolha divulgada no último dia 11, 80% dos eleitores do Pará remanescente são contra Carajás e 77%, contra Tapajós.
Em todo o Pará, porém, os votos contra a divisão somam 58%, enquanto há 33% a favor. Os favoráveis concentram-se nas regiões que querem se separar.

Postado por prof: Gilvan (fonte: Blog Vantuil Braz)

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