quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A POLÍTICA ÉTICA CONTRA A CORRUPÇÃO

                         
Não é de surpreender por que as pessoas não acreditam mais na política, nem nos homens regentes do poder público. A ausência de um princípio importante da conduta humana foi talvez o que pôs em risco a reputação da política, deixando a dúvida acima da confiança e a incerteza acima da esperança. Refiro-me à ética, esta palavra muitas vezes considerada simples, mas de sentido perturbador e profundo.

Falta ética na política ou nos homens que fazem a política? Por que a política ainda é percebida pela sociedade como um ninho de ratos? Isso revela um sentimento de revolta e repúdio aos rumos que dão à democracia no nosso país. Nos sentimos humilhados e envergonhados pelos representantes públicos que elegemos e que nos maltratam, manchando com desrespeito o orgulho do povo.

A ética faz parte das decisões de todo ser humano, somos impelidos no meio social a tomar decisões que refletem nosso caráter e revelam os resultados da nossa conduta. A sociedade brasileira é constantemente chocada com escândalos de corrupção na política, atingindo toda a nação e indignando os cidadãos que exigem justiça diante dos atos de impunidade.

O povo geralmente julga os homens acusados de improbidade por terem agido sem escrúpulos, condenando as ações vergonhosas e maléficas que ganham repercussão na sociedade, já que toda decisão traz consequências, sendo maléficas ou benévolas para si e para os outros, porque nada acontece isoladamente. Pagamos um preço que pode custar caro diante das nossas decisões e dos atos considerados antiéticos, ou seja, nossas opções apontam para um destino radiante ou obscuro na vida de outras pessoas.

A falta de ética na política tem sido a causa da deterioração do sistema democrático, porque a política feita sem ética tem fincado em nossa pátria a bandeira da desmoralização, e isso tem prejudicado o desenvolvimento de nossas cidades, atrasado a evolução do pensamento intelectual, rompido com a decência no poder público e flagelado nossa gente na insuficiente distribuição da riqueza e dos recursos sociais.

Entretanto, pelos saguões da política ainda caminham homens e mulheres de coragem e determinação na defesa de uma política impoluta, que erguem a bandeira de um sistema digno de representar o povo com a ética nas palavras e nas procedências. Sei que é difícil de crer que ainda existam pessoas honestas no poder, mas isso não é ficção, é fato. Ainda há pessoas com o anseio de lutar por uma política ética, íntegra e que resgate a esperança do povo, que de tanto sofrer com mentiras e cair em armadilhas administrativas, não acreditam mais.

O que precisamos analisar é o seguinte: se existe corrupção no meio social, então existirá corrupção no poder, porque a sociedade reproduz o próprio comportamento, sendo responsável pelas escolhas e pelo futuro que será ofertado a todos. O que pretendo afirmar com isso, é que em muitas situações as pessoas faltam com ética na convivência social e isso traz prejuízos enormes para todos, porque em decorrência do rompimento com os valores éticos surgem corrompidos e também os corruptores (agentes que cultivam a corrupção na sociedade).

A política é constituída por cidadãos detentores de muitas faces e às vezes de má reputação, exigindo cautela por parte dos eleitores. Há pessoas que pagam pelo voto, há pessoas que mentem, trapaceiam e enganam para se dar bem, outros tiram proveito do suborno e negociam a própria dignidade. Isso é de assustar e de revoltar os cidadãos que estimam as virtudes e que priorizam a ética na conduta humana.

Podemos acreditar num país livre de um mal tão atroz? Por que não, se somos nós que construímos nossas cidades e nosso país? Vamos compartilhar o discurso da honestidade na defesa dos valores éticos e dos princípios humanos e banir para longe de nossos corações o egoísmo e o apego ao dinheiro ilícito. Somente assim, daremos um passo importante na luta contra a improbidade, formando uma sociedade que esteja pronta para agir com decência na exigência de seus bens públicos e fortalecimento dos direitos políticos.
 Francisco Balbino Sousa 
Por profº. Gilvan

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