quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Homem que estuprou e matou a menina Maísa confessa crime e conta como fez

O acusado, confessou o crime, contou detalhes a Polícia Civil do Maranhão, e foi apresentado por meio da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI)

José Ribamar dos Santos Portácio, de 26 anos, o “Digné”, foi apresentado, na tarde desta quarta-feira (25), no auditório da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP/MA). Ele é apontado como autor do assassinato da menina Maísa Moreno da Silva, de 6 anos, que morreu após ser estuprada e estrangulada em Urbano Santos, no último fim de semana, sendo encontrada ainda com vida em um matagal da cidade.
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Operação da Polícia Civil resultou na prisão de José Ribamar, o ‘Digné’. (Foto: G. Ferreira)
Em entrevista à imprensa, o delegado regional de Itapecuru-Mirim, Alberto Fontes, disse que, na terça-feira (24), oito pessoas foram encaminhadas ao distrito policial de Urbano Santos como possíveis testemunhas da morte brutal da criança, incluindo o suspeito. Contudo, tiveram de interromper os depoimentos porque uma multidão se posicionou diante da delegacia, supostamente com a intenção de linchar os que lá estavam prestando declarações, pois teriam pensado se tratar dos autores do homicídio.

Com o apoio de um helicóptero do Grupo Tático Aéreo (GTA), transferiram as testemunhas às pressas para Itapecuru, uma vez que o clima estava tenso no local, com confronto entre a população e forças policiais. Na delegacia desta cidade, revelou o delegado Alberto Fontes, José Ribamar acabou confessando a autoria do crime, descrevendo os pormenores da ação bárbara. No auditório da SSP/MA, ele declarou que, antes de matar a pequena Maísa, havia ingerido bebida alcoólica, e estaria embriagado, quando a viu passar, raptando-a e violentando-a sexualmente, em uma área de mato de Urbano Santos.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, pelo juiz Samir Araújo Moana Pinheiro, da Comarca de Urbano Santos. O superintendente de Polícia Civil do Interior (SPCI), Dicival Gonçalves, explicou na coletiva que “Digné” é usuário de crack, e, no dia do seu aniversário, teria matado um homem naquela cidade. O suspeito ainda teria passagens em delegacias por roubo e tráfico de drogas
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José Ribamar dos Santos Portácio, de 26 anos, o “Digné”. (Foto: G. Ferreira)
Prisão de baderneiros – Na entrevista, foi dito pelo secretário Jefferson Portela que 12 pessoas foram autuadas em flagrante pelos crimes de dano qualificado ao patrimônio público, associação criminosa e incitação ao crime em função da depredação de prédios públicos do município. Centenas de pessoas se amontoaram em frente à delegacia da cidade, querendo invadi-la, quando oito pessoas seriam ouvidas como testemunhas. Pouco depois, um grupo destruiu o Fórum de lá, tentando queimar cerca de 20 processos criminais em trâmite.

Segundo Portela, cerca de 18 pessoas (incluindo membros de facção criminosa do interior e da capital maranhense, infiltrados na multidão) participaram desse ato, que foi incentivado por um radialista e blogueiro da região conhecido como Franklin Night, que permanece sendo procurado pelas polícias Militar e Civil e convocou a população para a baderna. O objetivo do “quebra-quebra”, frisou o secretário, não era demonstrar indignação e revolta com a morte da criança, mas, sim, libertar presos da delegacia de Urbano Santos, especialmente uma traficante de lá. Ademais, pretendiam destruir processos em andamento (no Fórum) de comparsas.

Conforme Jefferson Portela salientou, eles atiraram pedras e até desferiram disparos de revólver calibre 38 na direção dos policiais, sendo que houve militares atingidos por pedras na cabeça. Um homem de nome Iago foi baleado na perna, durante uma reação das equipes de contenção. Os presos foram identificados como José de Ribamar Dias Dutra, Adilson dos Santos Monteles, Talvane Moreno da Silva, Elimar da Costa Santos, Robert Richard dos Santos Silva, José da Costa dos Santos, Albert dos Santos Silva, Elias Dutra Santos, José Pedro Pereira da Costa Filho, Raimundo José Mendes Macedo, Ana Luzia da Costa dos Santos e Erdenia Pereira da Silva.

A morte de Maísa – A menina desapareceu de casa por volta das 21h de sábado (21), sendo encontrada em uma área de mato por crianças que procuravam castanha. Ela ainda agonizava, em estado de choque, com visíveis sinais de violência sexual, sendo levada ao Hospital Waldir Melo, mas não resistiu. O crime chocou a população do município e ganhou repercussão estadual.
DIVGULGAÇÃO
Por profº. Gilvan

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