sábado, 13 de fevereiro de 2016

'A única vacina contra a Zika hoje é a consciência cidadã', diz Ministro

Ministro Chefe da Casa Civil participou do dia contra o Aedes, em São Luís. Jaques Wagner abriu o evento na igreja do São Francisco.

Joyce Mackay e Mauricio ArayaDo G1 MA

Ministro Jaques Wagner em visita a São Luís no 'Dia de Mobilização Nacional contra o mosquito Aedes Aegypti' (Foto: Maurício Araya / G1)Ministro Jaques Wagner em visita a São Luís no Dia de Mobilização Nacional contra o mosquito Aedes Aegypti (Foto: Maurício Araya / G1)
O Ministro Chefe da Casa Civil, Jaques Wagner (PT), participou neste sábado (13) da solenidade de abertura do “Dia de Mobilização Nacional contra o mosquito Aedes Aegypti” na igreja do São Francisco, em São Luís. Também participaram da cerimônia o governador Flávio Dino (PCdoB) e o prefeito da capital, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).
Jaques Wagner ressaltou como a incidência do mosquito se tornou uma preocupação mundial, sobretudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que decretou estado de emergência pelo fato do Aedes Aegypti já está presente em 113 países  e o vírus da Zika em 28 países.

"Ainda não existe uma vacina contra o vírus da Zika. Hoje só existe uma vacina contra a Zika, a Dengue e o mosquito, é a consciência cidadã individual e coletiva de cada um de vocês. Não adianta apontar o dedo e cobrar do Governo. O Governo tem sua obrigação como fazer saneamento, recolher o lixo e por ai vai. Mas é bom que fique claro, 70% dos focos de criação do mosquito estão dentro da nossa casa”, disse Wagner.
Depois da solenidade, serão visitados pelos agente de saúde mais de oito mil imóveis nos bairros do São Franscico e da Ilhinha. “A mobilização é nacional. Na verdade é uma verdadeira guerra que nós estamos vivendo contra o mosquito transmissor da Dengue, da Febre Chikungunya e da Zika. A importância da população estar envolvida neste combate é porque a maioria dos focos do mosquito estão dentro dos imóveis”, disse o Prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior.
A expectativa do Governo Federal é que sejam visitadas três milhões de famílias em todo o Brasil neste dia. As famílias receberão importantes informações sobre o combate ao mosquito Aedes Aegypti, que é transmissor das doenças Zika, Febre Chikungunya e Dengue.
Oficiais do Exército participam do Dia de Mobilização Nacional contra o mosquito Aedes Aegypti (Foto: Maurício Araya / G1)
Oficiais do Exército participam do Dia de Mobilização

contra o Aedes Aegypti (Foto: Maurício Araya / G1)
União de forças
No Maranhão, 1,5 mil militares da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Comando da Aeronáutica reforçam o trabalho de orientação e combate ao mosquito Aedes Aegypti – transmissor da dengue, Febre Chikungunya e da Zika. Os militares foram distribuídos nas cidades de Alcântara, Imperatriz e São Luís, onde distribuem material impresso com orientações à população.
"Nós neste sábado estamos com 550 militares do Exército Brasileiro em São Luís e 400 em Imperatriz, somando forças com a Marinha, a Aeronáutica e os Bombeiros. Hoje, basicamente, faremos vistas domiciliares. A partir da semana que vem estaremos acompanhando os agentes de endemias nas visitas domiciliares e depois uma terceira etapa de mobilização nas escolas", disse o comandante do Exército, Coronel Azevedo.
Para o Secretário de Estado de Saúde, o primeiro passo é unir as instituições. “A palavra de ordem é unidade e solidariedade, todos contra o mosquito. Precisamos juntos fazer a revisão nas nossas casas uma vez por semana. São só 15 minutos que em 60 dias pode modificar totalmente essa realidade”, explicou.

Ainda segundo o Secretário, a chegada do período chuvoso preocupa uma vez que o acúmulo de água potencializa a proliferação do mosquito. “Todo juntos contra o mosquito. Se o mosquito pode matar, o mosquito não pode nascer”, finalizou.
Combate ao mosquito terá apoio dos Bombeiros, Exército, Aeronáutica e Marinha (Foto: Maurício Araya / G1)Combate ao mosquito terá apoio dos Bombeiros, Exército, Aeronáutica e Marinha (Foto: Maurício Araya / G1)
Outras etapas da mobilização
A campanha terá ainda duas etapas: entre os dias 15 e 18 de fevereiro, os militares, com a coordenação do Ministério da Saúde, farão visitas em residências acompanhados por agentes de saúde inspecionar possíveis focos de proliferação do Aedes aegypti. A última etapa da campanha prevê a participação de visitas a escolas de todo o país.
Casos de dengue, zika e chikungunya
Até 11 de fevereiro de 2016, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), foram registrados 132 casos suspeitos de dengue emSão Luís – sendo uma morte em investigação –, 15 casos prováveis de contaminação por zika e 52 casos notificados de chikungunya.

Em 2015, foram 2.418 casos notificados de dengue na capital maranhense, sendo 1.896 confirmados, 45 casos com sinal de alarme, 21 casos graves da doença e cinco mortes. De zika, a cidade teve 3.012 casos prováveis, sendo seis confirmados e uma morte. Já de chikungunya, foram 120 casos notificados, e entre esses 23 foram confirmados.
Já segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) registrou em janeiro de 2016, 2.145 casos de dengue no Maranhão, sendo 210 na capital São Luís. No mesmo período, foram notificados 17 casos de zika, sendo seis casos foram confirmados por sorologia, todos na capital maranhense.
Em 2015, no Maranhão foram registrados 7.662 casos de dengue. De zika, foram notificados 3.070 casos da doença, sendo apenas seis confirmados com sorologia, em São Luís (cinco casos) e Gonçalves Dias (um caso). Uma morte foi registrada.

Por profº. Gilvan

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