quarta-feira, 11 de maio de 2016

EM BOM JESUS DO TOCANTINS DR. SIDNEY VIRA AS COSTAS PARA A EDUCAÇÃO E ADOTA A ESTRATÉGIA DA POLÍTICA DE PÃO E CIRCO

SÓ PÃO E CIRCO?
Só pão e circo? É uma pergunta que nos remete ao passado e à estratégia de governo dos impérios antigos quando os líderes contentavam seus súditos com banquetes e ostentações gastronômicas, oferecendo comida e bebida fartamente como maneira de alegrar as pessoas e vangloriar-se no poder. Era um subterfúgio muito poderoso, um truque, podendo-se assim dizer, por acreditar que a embriaguez dos sentidos por meio da glutonaria e dos vícios, ofuscaria a razão fortalecendo o poder, pois um povo contente, feliz e de estômago cheio seria fácil de governar e dominar.
A ideia do pão e circo nunca foi abolida pelos poderes, pois seria uma grande insanidade do poder corrupto repudiar uma atitude tão astuta e que engana facilmente muitos seres humanos. Oferecem-se festas e esbanjamentos em forma de atrações culturais e shows com marcas de vaidade. O que não se comenta é que todo o dinheiro gasto nos entretenimentos com pompa de luxo e que atrai muitos espectadores sai dos cofres públicos; não é mais do que o dinheiro do povo.
Dinheiro que está ausente da educação, da saúde, do saneamento básico, da construção de obras que trariam retorno social e melhorias na qualidade de vida dos cidadãos. A política do pão e circo é velha e ainda convence muitas pessoas, ela vem mascarada de “promessas” e “gastos generosos” com o munícipe. Só que as pessoas não percebem que a ideia do pão e circo escamoteia os fundamentos de um poder que pretende manipular e cegar a massa social.
Não é com grandes banquetes e muito vinho que a base de uma gestão democrática deve nortear seus cidadãos, nem com atitudes fraudulentas e perniciosas no desperdício da verba pública, e por que não dizer, jogada pelo ralo com eventos frívolos, que se melhora o espaço humano e social de um município, uma vez que essas gastanças de nada servem para a cidade. Em geral, o crucial e de real importância está abandonado, quando em muitos lares, seres humanos passam por privações, como: a miséria, a injusta distribuição de renda, moradia imprópria em residências sem um mínimo de estrutura digna, falta de assistência médica, ou seja, coisas que num país tão rico e em pleno século XXI não deveriam existir.

É esse o pão e circo que tanto o munícipe precisa e merece? Não é, mas infelizmente é o que é promovido aos cidadãos. E a dignidade do povo, onde fica? Os problemas sociais não serão resolvidos oferecendo migalhas à população, pois é assim que deve ser visto o pão e circo que envolve a camada social, por meio de ações descabidas e impensadas, principalmente quando se trata do que é do cidadão, dos recursos que vem para o povo.
O pão e circo é uma ideologia das mais espertas quando se trata de vendar os olhos daqueles que são trapaceados, e que por falta de prudência e de discernimento acerca da situação social e política, acabam sendo persuadidos por não despertar o senso crítico que devem ter perante a sociedade, e que portanto, aceitam uma posição tão absurda e fajuta.
A sociedade não pode ser vista como um espetáculo circense e que reside sobrevivendo num palco, alimentada com sobras; porque enquanto o povo clama por alimento, os pratos da corrupção transbordam carne, enquanto o povo vive uma economia de centavos, os bolsos da corrupção estufam de cédulas, enquanto o povo derrama prantos de indignação, a corrupção sorri sem ressentimentos.
A sociedade é mais importante do que os vãos pensamentos daqueles que praticam o conceito do pão e circo imaginam. O povo espera agora por uma governabilidade urgente no seu seio, para a transformação do espaço social e humano, e que se faz necessária numa história que até agora não foi construída com base na ética, na competência e também na empatia por cada cidadão.
Enquanto houver munícipes convencidos com a distribuição do pão e circo no seu meio como um prestígio e um benefício social vantajoso, teremos uma sociedade imersa na ignorância e na corrupção; porém, enquanto existir pessoas em condição de perceber que a grande riqueza está sendo retirada de suas mãos, sendo privadas de seu usufruto, ter-se-á um povo que não será convencido, nem enganado facilmente, nem embriagado por pão e circo. Aliás, o que se promove não é qualquer pão, mas um tipo de pão que há muito tempo tem sabor azedume e seco, fermentado por desonra e desrespeito; e um circo em que o povo no escárnio do descaso político e social que acontece, interpreta o palhaço numa diversão efêmera e sem graça; um palhaço despojado da dignidade e do reconhecimento que merece, e que não encontra motivos pra sorrir no picadeiro.
Francisco Balbino Sousa
Escritor

Para refletir:
“Faço da escrita um meio e uma arma de combate, pois combater é levar adiante o pensamento”. 
(Domingo Faustino Sarmiento)


Dr. Sidney, prefeito de Bom Jesus do Tocantins-Pa
Por profº. Gilvan
                                                    

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